quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

VAMPIROS - REIGN IN BLOOD

A figura do vampiro (personagem oriundo da literatura de horror e da mitologia) há tempos é suscitada e até mesmo cultuada, havendo registro de lendas sobre criaturas que sugavam sangue de seres humanos e animais de grande porte até mesmo no Antigo Egito, na Suméria e na Mesopotâmia.

Bela Lugosi como Conde Drácula

Certo é que existem várias peculiaridades que fazem parte dessa mitologia, uma delas e a mais comum é o fato de eles se alimentarem de sangue humano, outros pontos que às vezes diferem é quanto a não saírem à luz do sol, se transformarem em morcego ou temerem objetos sagrados.

No entanto, cada autor ou mito, detém sua característica marcante desse ser das trevas.

Seu poder de sedução ao imaginário popular é tão grande que já rendeu várias lendas, pesquisas, filmes, livros, games (RPG), desenhos, histórias em quadrinhos e ainda parece não ter se esgotado, de tanta cultura sobre o tema que surge cotidianamente.

O Vampiro já faz parte do gosto e temor popular de vários países, gerando campeões de bilheteria nos cinemas e “best sellers” de vendas nas livrarias, inclusive no Brasil.

É bem verdade que hoje em dia referido personagem já não mete mais tanto medo como antigamente, pois, a onda agora são vampiros “teens”, bonzinhos e com caras de adolescentes (vide a Trilogia Crepúsculo).

Confesso a vocês que aprecio uma boa história vampiresca e sempre que posso revejo alguns clássicos do cinema mundial que considero.


O Filme - A Sombra do Vampiro

A palavra Vampiro surgiu por volta do século XVIII. Tem origem no idioma sérvio como Vampir, e sua forma básica é invariável nos idiomas tcheco, russo, búlgaro e húngaro.

Lendas oriundas da Eslováquia e da Hungria, estabelecem que a alma de um suicida deixava seu sepulcro durante as noites para atacar os humanos, sugava o sangue e retornava como morcego para o túmulo, antes do nascer do sol. Assim, suas vítimas também tornavam-se vampiros após a morte.

Outros mitos pregam que as pessoas que morrem excomungadas, tornam-se mortos-vivos vagando pela noite e alimentando-se de sangue, até que os sacramentos da Igreja os libertem. Crianças não-batizadas, e o sétimo filho de um sétimo filho também se tornariam vampiros.

A relação estabelecida entre a longevidade e a sede pelo sangue (que caracteriza a imagem mais comum dos vampiros), deve-se possivelmente, a personagens lendários que viviam anos incalculáveis alimentando-se de sangue humano, após terem firmado supostos pactos com entidades malignas. Outras versões são encontradas em diferentes culturas, e todas combinam fatos históricos com a crendice regional. Portanto, a maior parte dos povos possui uma entidade sobrenatural que alimenta-se de sangue, imortal e considerada maldita. O mito do vampiro é um ponto comum entre várias civilizações desde a Antigüidade

Certo é que é muito difícil estabelecer um limite entre os fatos e as lendas que circundam o mito vampírico, já que boa parte destas informações confunde-se entre os relatos e pesquisas históricas coerentes, com a ficção dos filmes, com a literatura e RPG’s.

Vlad III - tinha o hábito de empalar
 suas vítimas na guerra
Uma das maiores referências do mito vampírico é o sanguinário Vlad Tepes (ou Vlad III), que existiu realmente no século XV na Transilvânia. Porém, ele governou apenas a Valáquia, que era uma região vizinha. Apesar da crueldade extrema com os inimigos, Vlad III não possuía nenhuma ligação com os vampiros. O termo Drácula (Dracul, originalmente significa Dragão) foi herdado de seu pai, Vlad II, que foi cavaleiro da Ordem do Dragão. Provavelmente, a confusão se deu através da semelhança entre os termos Drache, que era o título de nobreza atribuído à Vlad II, e Drac que significa Diabo.

A relação entre Vlad III e o mito vampírico foi dada pelo escritor Bram Stocker. O autor de Drácula inspirou-se (provavelmente) nas atrocidades cometidas por Vlad III, e as incorporou em seu personagem principal. A partir deste momento, Vampiro e Drácula tornaram-se praticamente sinônimos na literatura e nas crenças populares.

No Brasil também encontra-se mitos relacionados aos vampiros e outros seres semelhantes. Neste caso, os registros entrelaçam-se com o rico folclore das várias regiões do país. Desde os centros urbanos, até as áreas menos desenvolvidas do Brasil, é comum ouvir-se relatos dos ataques sanguinários de criaturas que perambulam pelas madrugadas. Na maioria das vezes, essas histórias assemelham-se muito com as lendas européias.

Na mitologia indígena existe o Cupendipe, que apesar de não possuir a sede de sangue caracterizada pelos vampiros, possui asas de morcego, sai de sua gruta apenas durante a noite e ataca as pessoas usando um machado.

No nordeste brasileiro conta-se a história do Encourado. Um homem de hábitos noturnos, que usa trajes de couro preto, exalando um odor de sangria. O Encourado ataca animais e seres humanos para sugar-lhes o sangue. Prefere as pessoas que não freqüentam igrejas. Porém, os habitantes das cidades por onde o Encourado passa, oferecem-lhe o sacrifício de criminosos, crianças ou animais de pequeno porte.

Uma das mais lendas mais populares dos nossos dias é o “chupacabra”.

Gary Oldman como Drácula do filme de Coppola
Vale destacar que o que parece ser universal quanto ao Vampiro e as demais lendas em todo o mundo é a sua ligação com o medo da morte e o desejo de imortalidade.

O ritual de beber sangue para vencer a morte foi praticado por muitos povos, os Aztecas, por exemplo, comiam o coração e bebiam o sangue dos captivos em cerimónias rituais para satisfazer os deuses e ganharem para eles fertilidade e imortalidade. Também nos ritos de Dionisius e Mithras, em que o beber sangue de animais era requerido para a busca da imortalidade.

Portanto nobres amigos existem várias lendas e atribuições históricas acerca do vampiro, para ilustrar melhor se faz necessário destacar alguns filmes, livros e materiais sobre o tema, senão vejamos:

Nos cinemas:

“Nosferatu” foi o primeiro clássico, vindo do cinema mudo de F. W. Murnau (1922).

Mas o início realmente da fama dos vampiros nos cinemas se deu pela interpretação de Bela Lugosi em 1931. O enigmático ator vivia 'Drácula', baseado no romance de 1897 escrito pelo autor irlandês Bram Stoker, tendo como protagonista o vampiro Conde Drácula.

Christopher Lee
Em 1958, Christopher Lee assumiu o papel herdado de Lugosi, e gravou um novo 'Drácula'.

Na década de 80, os vampiros dominaram as produções com os filmes: “Os Garotos Perdidos”, “A Hora do Espanto” e “Fome De Viver” foram sucessos absolutos.

Nos anos 90, “Dracula de Bram Stoker” e “Entrevista com o Vampiro” deram um tom épico ao tema, com superproduções que foram sucesso absoluto nas bilheterias e que para mim são os melhores.

Mas também teve espaço para filmes divertidos que nunca alcançaram o sucesso nos cinemas, como “Buffy - A Caça Vampiros” e “Um Drink no Inferno” do aclamado Robert Rodriguez, com George Clooney, Salma Hayek, Harvey Keitel e Quentin Tarantino.

Os filmes sobre vampiros se recriavam através das décadas.


A Entrevista com o Vampiro
da obra de Anne Rice
Nesta década, vale destaque “A Sombra do Vampiro” com Jhon Malkovich e Willem Dafoe; “Blade II e III – o caçador de Vampiros” baseado nas histórias da Marvel; a trilogia “Anjos da Noite” (muito boa por sinal); Van Helsing e a franquia “Crepúsculo”, que mexeu com o imaginário teen, retornando os adormecidos vampiros e voltando a lançar moda e que confesso tive que assistir por causa de minha filha Viviane.

O gênero também ganhou comédias envolvendo os vampiros: “A Dança dos Vampiros de 1967 do grande diretor Roman Polanski; “Amor à Primeira Mordida”, com Nicolas Cage; “Procura-se Rapaz Virgem”, com Jim Carrey; ambos da década de 80 ainda e recentemente “Vampiros me mordam”.
Na TV também existem vários destaques no que diz respeito às séries (Vampire Diaries, True Blood, Moonlight, Blood Tiés, Blade, Angel, e Buffy) e até mesmo na dramaturgia das telenovelas brasileiras (O Beijo do Vampiro e Vampi)

Na literatura:

→ As Crônicas Vampirescas (The Vampire Chronicles) – Anne Rice, dividido em 3 livros:

- Livro 1 – Entrevista com o Vampiro – que também virou filme, no qual a autora fez questão de acompanhar de perto, fazendo consultorias e dando palpites, vale destacar que inicialmente ela não concordava com Tom Cruise sendo o Vampiro Lestat, mas depois confessou ter gostado da obra acabada.
- Livro 2 – O Vampiro Lestat - Lestat é o principal anti-herói das “Crônicas Vampirescas” de Anne Rice. Ele é perverso, mau, sádico e sedutor. Tudo ao mesmo tempo.
- Livro 3 – A Rainha dos Condenados - Anne Rice, com maestria, nos leva a conhecer a história por trás do surgimento dos vampiros – ao menos no universo por ela criado. (Também virou filme, mas confesso que particularmente achei péssima sua transposição para as telas)
Livro de Andre Vianco
Autor Brasileiro

→ Drácula – Bram Stoker - é um romance de 1897, de autoria do irlandês Bram Stoker, tendo como principal personagem e antagonista, o vampiro Conde Drácula. A obra serviu de inspiração ao famoso filme de Francis Ford Coppola (para mim o melhor filme até hoje sobre o tema). No entanto, a obra de Coppola, apesar de espetacular, não é uma reprodução fiel do romance original. Este livro é a gênese do vampiro no imaginário ocidental. Desde seu lançamento, em 1898, tornou-se num êxito comercial. Drácula foi imortalizado por Bela Lugosi e por Cristopher Lee e, como mencionado por F.F. Coppola.

→ A Hora do Vampiro – The Salem’s Lot – Stephen King;

→ A Enciclopédia dos Vampiros – Dr. J. Gordon Melton;

→ House of Night (série) - P.C. Cast e Kristin Cast;

→ Bento, O Vampiro-rei I e II, Os Sete, Sétimo, O Senhor da Chuva - André Vianco;

→ Saga Crepúsculo - Stephenie Meyer (sucesso da rapaziada nos cinemas)

Dessa forma, termino meu texto sobre o tema de Vampiros, boas mordidas por aí meus nobres amigos das trevas, vale a pena ver ou ler algumas das obras acima citadas e cuidado com as estacas no coração, grande abraço!!!

Um comentário:

  1. Meu nobre amigo causídico, você foi longe agora na mitologia macabra, mas novamente, e como é de seu costume, nos trouxe mais alguns ensinamentos. Foi bom relembrar os velhos filmes de vampiro. Me volta aos idos do final da década de 70, que eu carregava o pseudônimo de Christopher Lee. Quando passei a frequentar os "Drs.", como agora gostam de ser chamados os odontólogos, perdi essa fama, o que poderia ter me rendido agora muito vil metal.....rs...Continue nos prestigiando com este seu repositório saber...Abs....Paulo Daniel

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